Enquanto Carlos Brandão se movimenta para garantir um acordo que sustente a candidatura do seu inexpressivo sobrinho Orleans Brandão, em Brasília o PT nacional anuncia uma jogada que dificultam tal estratégia.

O próprio presidente Lula já antecipou a Brandão que não pretende apoiar seu sobrinho em uma eventual candidatura e com um pedido explícito de que liderasse a pacificação do grupo que concorreu às eleições em 2022 (hoje divididos entre brandonistas e dinistas). Estratégia de Lula foi anunciada por ele mesmo, em entrevista à TV Mirante.
Ciente do peso eleitoral que tem o presidente Lula nunca disputa estadual no Maranhão, em que historicamente tem votação que ultrapassa os 80%, Brandão começa a perceber que o “peso dos Leões” precisa estar em sintonia com o Planalto para funcionar. Quando o grupo Sarney, em quem se inspira, fez uso da máquina pública para se eleger, sempre esteve ao lado dos presidentes de plantão.
Agora, com a sinalização de que Felipe Camarão consta entre os 8 pré-candidatos a governador do PT prioritários, Brandão deve reunir a sua cúpula familiar para revisar seus planos e tentar encontrar a resposta para o problema que ele criou para si mesmo. Mas sabe que, sem o apoio do PT, sua família tem poucas chances de conquistar não só o Governo do Estado, mas também o Senado.


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