Felipe Camarão denuncia uso de R$ 200 milhões do Fundef e reafirma defesa da educação

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13/08/2026 12:43:11 0 comentário

O vice-governador e ex-secretário de Educação, Felipe Camarão, denunciou a utilização de mais de R$ 200 milhões dos precatórios do Fundef na compra de livros didáticos faltando apenas quatro meses para o encerramento do ano letivo. Em vídeo publicado nas redes sociais, Camarão questionou a falta de planejamento da atual gestão da Secretaria de Estado da Educação e cobrou respeito ao dinheiro que deveria beneficiar diretamente professores e estudantes maranhenses.

Segundo o Blog do Felipe Mota, a Seduc contratou o Instituto Nacional Veritas de Cultura Ltda. por R$ 200.667.200 para a aquisição dos materiais. A adesão à ata de registro de preços ocorreu em 21 de maio, e os pagamentos foram realizados em julho, em três repasses de R$ 72 milhões, R$ 65,2 milhões e R$ 63,2 milhões. A empresa, fundada em março de 2025, possui capital social declarado de apenas R$ 600 mil.

Além do valor milionário, Felipe Camarão chamou atenção para o momento em que a compra foi realizada. De acordo com ele, parte dos livros ainda permanece empilhada nos corredores das escolas, enquanto professores estão sendo retirados das salas de aula, em dias letivos, para participar de uma formação que também classificou como “caríssima”. No vídeo, o ex-secretário afirmou ainda que o Ministério Público já estaria acompanhando a situação.

Camarão também comparou a condução atual da Seduc com o trabalho desenvolvido durante sua passagem pela secretaria. Ele lembrou que programas como a Escola Digna e o Pacto pela Aprendizagem utilizavam a própria estrutura da rede estadual e valorizavam a experiência dos educadores maranhenses, sem depender de empresas de fora ou de consultorias milionárias para levar formação às escolas.

A manifestação reforça uma das principais marcas da trajetória política de Felipe Camarão: a defesa da educação pública. Mesmo fora do comando da Seduc, o vice-governador demonstra que não pretende permanecer em silêncio diante de decisões que podem comprometer recursos destinados ao ensino. Mais do que apontar possíveis irregularidades, Camarão cobra planejamento, transparência e prioridade para quem realmente constrói a educação todos os dias.

O caso precisa ser esclarecido pela atual gestão da Seduc e acompanhado pelos órgãos de controle. Afinal, R$ 200 milhões não podem ser gastos sem que professores, estudantes e toda a sociedade maranhense saibam exatamente como, por que e com quais resultados esse dinheiro foi aplicado. Ao levantar esse debate, Felipe Camarão assume novamente o papel de defensor dos educadores e do patrimônio da educação pública do Maranhão.


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