Apesar de Weverton Rocha se afirmar como esquerdista, as ações e o grupo político do senador revelam porque o nome escolhido pelo campo progressista no Maranhão foi o do governador Carlos Brandão.
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Uma das questões que tem marcado o debate eleitoral de 2022 é o campo político dos pré-candidatos ao governo do Estado. Um debate que vem gerando polêmica, especialmente em torno da figura do senador Weverton Rocha, “ex” dinista que agora vem se aproximando do Bolsonarismo no Maranhão.
“A direita disfarçada de esquerda”
Ao mesmo tempo afirma em seus discursos e entrevistas ser o nome “legítimo” do campo progressista, Weverton vem dando claros sinais para a direita bolsonarista. No movimento estudantil é comum ouvir o termo “A direita disfarçada de esquerda” que serve para denominar aqueles movimentos que se auto intitulam de esquerda, mas que nas suas ações, decisões e alianças podemos perceber conteúdo político direitista daquele grupo.
Recentemente o senador pedetista declarou apoio a Roberto Rocha, um dos principais defensores de Bolsonaro no estado. Enquanto isso toda esquerda maranhense se unificou em torno do nome de Flávio Dino como candidato à vaga no senado, e as pesquisas mais recentes já comprovam o acerto desta decisão, Flávio Dino chega a somar quase 40% de diferença contra o segundo colocado.

Mas não é só o apoio a Roberto Rocha que evidencia a relação de Weverton com a direita bolsonarista. A pouco tempo atrás, o senador pedetista trouxe ao Maranhão o deputado federal bolsonarista Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados, este deputado que atacou abertamente Flávio Dino em uma reunião organizada pelo próprio senador. Veja o video:
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Também foi amplamente noticiado o episódio onde o senador pedetista foi tietar o ministro da Saúde de Bolsonaro, Marcelo Queiroga, posando ao lado do chefe de estado Bolsonarista, e do quadro do próprio presidente.
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Lá em 2020 já se via a disponibilidade do senador pedetista de contribuir para a agenda Bolsonarista no Maranhão. No segundo turno das eleições municipais da capital São Luis, apoiou a candidatura Bolsonarista de Eduardo Braide à prefeitura de São Luis contra o candidatura dinista de Duarte Jr.
Weverton, a essa altura do campeonato, nem se dá mais ao trabalho de esconder sua saída do campo progressista no Maranhão, a poucos dias atrás o pedetista chegou a afirmar que pra ele “não importa quem será o próximo presidente” revelando que todo aquele discurso pró-Lula não passava de oportunismo.
O fato é que não dá se afirmar do campo progressista e ao mesmo tempo apoiar candidatos Bolsonaristas no Maranhão e dizer que não se importa que Bolsonaro continue no poder.
E onde está a esquerda nessa história?
PSB, PT e PCdoB já declararam apoio a pré-candidatura do governador Carlos Brandão. Brandão inclusive teve espaço de prestigio no lançamento da pré-candidatura de Lula, o que consolidou o governador como o verdadeiro candidato de Lula no Maranhão.
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Além das principais siglas de esquerda no Maranhão, grandes personalidades deste campo vestem a camisa deste time encabeçado por Brandão, Dino e Camarão, como a família do ex-governador Jackson Lago, os deputados federais Márcio Jerry, Bira do Pindaré, Rubens Jr. e Zé Inácio, os deputados estaduais Adelmo Soares, Ana do Gás e Othelino Neto, entre outros nomes importantes.
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E Weverton?
Das duas uma, ou Weverton está disposto a abandonar seus princípios em prol de um projeto de poder e seguirá qualquer tendência que lhe dê espaço, migrando rapidamente do campo democrata pro campo fascista, ou o senador pretende inaugurar uma tendência política inédita no Brasil, a “esquerda Bolsonarista”.


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